EUA: Homem negro morre, após ser encapuzado por policiais
- Adeildo Velôso da Silva
- 3 de set. de 2020
- 2 min de leitura
Um homem negro morreu asfixiado depois que policiais colocaram um capuz sobre sua cabeça na cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. O caso ocorreu em março, mas as imagens da abordagem policial, gravadas pelos próprios agentes, foram divulgadas nesta quarta-feira (2) pela família da vítima, identificada como Daniel Prude.

O irmão do homem, Joe Prude, disse que chamou os policiais porque Daniel estava desorientado e precisava de ajuda. “Eu só pedi ajuda. Eu não pedi para ele ser linchado”, acrescentou.
No vídeo divulgado, Prude aparece já algemado, sentado no chão, e obedecendo as ordens. O estado mental estava visivelmente alterado, já que o homem estava nu em um dia extremamente frio, é possível ver uma leve neve caindo no momento da ação.
Então, um dos policiais cobre a cabeça do rapaz com um capuz, em um tipo de abordagem que tem sido comum para evitar que a saliva do detido atinja os policiais , por conta da pandemia de covid-19. A partir daí, Prude começa a pedir que tirem o capuz, mas os policiais o mantém de rosto para o chão por cerca de dois minutos e um dos agentes põe o joelho nas costas do homem.
Os policiais demonstram preocupação quando Prude para de gritar e de se mover. Os agentes percebem que está saindo água da boca do homem e um deles pergunta se a vítima está vomitando. Os policiais retiram o capuz e as algemas do detido para que um médico possa examiná-lo.
De acordo com a família, o homem morreu no hospital sete dias depois da abordagem. O médico legal informou que o óbito foi causado por "complicações causadas por asfixia" e que a intoxicação por fenciclidina foi um dos fatores que contribuíram também para a morte.
O caso é mais um a causar polêmica sobre a forma como a polícia norte-americana aborda pessoas negras. A notícia surge pouco mais de duas semanas após um outro homem negro, Jacob Blake, ser atingido por sete tiros à queima-roupa enquanto tentava entrar em seu carro após apartar uma briga entre duas mulheres na calçada.
Desde 25 de maio, dia em que a morte de outro homem negro, George Floyd, tornou-se pública, o país enfrenta protestos e manifestações diárias por todos os estados pedindo por justiça e equidade racial. (ANSA).





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