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EUA: Homem negro morre, após ser encapuzado por policiais

Um homem negro morreu asfixiado depois que policiais colocaram um capuz sobre sua cabeça na cidade de Rochester, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. O caso ocorreu em março, mas as imagens da abordagem policial, gravadas pelos próprios agentes, foram divulgadas nesta quarta-feira (2) pela família da vítima, identificada como Daniel Prude.

O irmão do homem, Joe Prude, disse que chamou os policiais porque Daniel estava desorientado e precisava de ajuda. “Eu só pedi ajuda. Eu não pedi para ele ser linchado”, acrescentou.

No vídeo divulgado, Prude aparece já algemado, sentado no chão, e obedecendo as ordens. O estado mental estava visivelmente alterado, já que o homem estava nu em um dia extremamente frio, é possível ver uma leve neve caindo no momento da ação.

Então, um dos policiais cobre a cabeça do rapaz com um capuz, em um tipo de abordagem que tem sido comum para evitar que a saliva do detido atinja os policiais , por conta da pandemia de covid-19. A partir daí, Prude começa a pedir que tirem o capuz, mas os policiais o mantém de rosto para o chão por cerca de dois minutos e um dos agentes põe o joelho nas costas do homem.

Os policiais demonstram preocupação quando Prude para de gritar e de se mover. Os agentes percebem que está saindo água da boca do homem e um deles pergunta se a vítima está vomitando. Os policiais retiram o capuz e as algemas do detido para que um médico possa examiná-lo.

De acordo com a família, o homem morreu no hospital sete dias depois da abordagem. O médico legal informou que o óbito foi causado por "complicações causadas por asfixia" e que a intoxicação por fenciclidina foi um dos fatores que contribuíram também para a morte.

O caso é mais um a causar polêmica sobre a forma como a polícia norte-americana aborda pessoas negras. A notícia surge pouco mais de duas semanas após um outro homem negro, Jacob Blake, ser atingido por sete tiros à queima-roupa enquanto tentava entrar em seu carro após apartar uma briga entre duas mulheres na calçada.

Desde 25 de maio, dia em que a morte de outro homem negro, George Floyd, tornou-se pública, o país enfrenta protestos e manifestações diárias por todos os estados pedindo por justiça e equidade racial. (ANSA).


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